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Pandemia castiga população de Santarém e profissionais de saúde sentem os efeitos da crise

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A crise na saúde de Santarém vem afetando diretamente a vida de profissionais de saúde no município. Se antes da pandemia os santarenos já sofriam com a falta de insumos básicos nas unidades de saúde, agora enfrentam também a falta de leitos e profissionais habilitados para o atendimento a pacientes com covid-19. Profissionais de saúde reportaram ao Sindmepa a falta de insumos, materiais e mesmo de profissionais para atender ao grande número de pacientes que procura as unidades do município em busca de tratamento.

Somente nos dois primeiros dias de fevereiro, a única Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Santarém registrou cinco óbitos, sendo três deles com confirmação para covid e dois ainda em análise. Antes do ocorrido, a prefeitura de Santarém já havia divulgado boletim confirmando 15 mortes por covid nos últimos sete dias.

Os três pacientes com óbitos confirmado para covid-19 aguardavam transferência para UTI na UPA, isso porque pacientes infectados pelo novo coronavírus em Santarém são encaminhados para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) ou para o Hospital Regional de Itaituba, os únicos com leitos de UTI para covid destinado a atender toda a região.

Na UPA de Santarém os pacientes ficam separados em dois tipos de salas, uma delas é a vermelha, onde ficam pessoas intubadas que aguardam transferência para o Hospital Regional, e outras quatro são de isolamento. Segundo informações fornecidas pelos médicos, os pacientes da sala quatro aguardam em poltronas a liberação de uma vaga.

Segundo informações do boletim divulgado nesta terça, 02, pela prefeitura de Santarém, dos 44 leitos de UTI disponíveis, 40 estão ocupados e quatro pacientes aguardam na fila de espera. Porém, segundo denúncia de médicos da unidade, na sala vermelha da UPA estão internados sete pacientes em estado grave que necessitam de UTI, fora os outros pacientes que estão nas quatro salas de isolamento, onde também há pacientes graves. Ainda segundo o boletim, Santarém registra 526 óbitos por covid-19.

Médicos que escreveram ao Sindmepa afirmam que muitos pacientes morrem antes de conseguir transferência para a sala vermelha. Pois os pacientes não estão sendo atendidos de forma eficiente devido à baixa quantidade de médicos, técnicos e enfermeiros destinados ao atendimento. Há informações ainda de que a unidade contratou mais dois fisioterapeutas, porém é impossível que os quatro profissionais de fisioterapia consigam atender toda a demanda da unidade que já internou até 60 pacientes

Além disso faltam materiais para fisioterapia, ventiladores portáteis, máscara de VNI, máscaras de oxigênio suficientes com reservatório, filtros, respiradores, ventiladores mecânicos, entre outros. Segundo os médicos, a situação já foi reportada ao Conselho Municipal de Saúde que fiscalizou a UPA e confirmou a falta de material. Mesmo assim, a OS responsável pela unidade, Instituto Mais Saúde, nega a falta de materiais na unidade e afirma ter profissionais suficientes.

Devido ao alto índice de internações e casos de covid, o governo do Pará mudou o bandeiramento do Baixo Amazonas de vermelho para preto. Desde segunda, 01, o município de Santarém aderiu ao lockdown para reduzir a circulação de pessoas nas ruas e assim evitar a disseminação do vírus.

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Sindicato dos Médicos do Pará