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Tema do Setembro Amarelo é debatido com sessão de cinema no Sindmepa

Para discutir um problema que cresce cada dia mais no Brasil e no mundo, a Liga Acadêmica de Psiquiatria (Lap), em parceria com o Sindmepa, apresentou ontem no cineteatro do Sindmepa, o filme As Horas, de Stephen Daldry. O diretor britânico buscou inspiração na história real da escritora Virgínia Woolf para criar as três personagens que sustentam o filme ambientado em três épocas distintas.

A depressão que vitimou a escritora inglesa em 1941, levando-a a suicidar-se por afogamento, foi o fio condutor das discussões dos debatedores convidados para a sessão: o psiquiatra André Palmeira, que abordou o Espectro clínico da depressão; e a psicóloga Rose Daise, que discutiu a dimensão psicológica do suicídio. O debate foi coordenado pelo diretor do Sindmepa, Edvan Brandão Junior.

André Palmeira destacou que existem desequilíbrios neuro-transmissores responsáveis pelos quadros depressivos de pacientes, mas também existem gatilhos que podem desencadear esses desequilíbrios e que podem ser combatidos. Manter vínculos afetivos fortes é uma forma de evitar os gatilhos da depressão, que na maioria dos casos se manifestam em indivíduos que vivem sozinhos. A falta de apetite, humor deprimido, a falta de prazer e alterações no sono são sinais de alerta para problemas de depressão.

O diretor de comunicação do Sindmepa. Wilson Machado, e a esposa Sandra, também prestigiaram o evento.

A psicóloga Rose Daise disse que o suicídio ainda carrega muitos mitos e preconceitos que se tenta desconstruir com a realização do setembro amarelo e pessoas que não conseguem lidar com sentimentos negativos são as mais suscetíveis a cometer suicídio: “Os vínculos afetivos são importantes fatores de proteção e não devem ser nunca colocados de lado”, explicou.

Pesquisas apontam que cerca de 11 mil pessoas cometem suicídio no Brasil todos os anos. No mundo todo, são mais de 1 milhão de casos registrados. Foi para tentar reduzir esses números alarmantes que o CVV (Centro de Valorização da Vida), o Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Psiquiatria criaram, em 2015, a campanha Setembro Amarelo. A ideia é usar o mês de setembro para provocar a discussão sobre os problemas que acabam levando o paciente ao limite máximo do desespero e inibir o índice de suicídio entre a população brasileira.

 

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