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Planos de saúde roubam a dignidade de médicos e usuários!  

A Federação Médica Brasileira, entidade a qual o Sindmepa é filiado, divulgou ontem resposta à manifestação do diretor executivo da Geap Saúde sobre a relação médicos/planos de saúde. Veja abaixo a resposta da FMB:

“O Jornalista Antônio Temóteo, do Correio Braziliense, divulgou em sua coluna de sábado, 21 de abril, um áudio atribuído ao diretor executivo da Geap Saúde, Roberto Sérgio Fontenele, em que o gestor diz que “hospitais e médicos roubam os planos de saúde”.

Como gestor, Fontenele tem sim que pensar nos lucros de sua empresa. Esquece-se, por força do cargo que ocupa, de avaliar o cenário no qual está inserido. Vamos ajuda-lo a refletir:

– Há quantos anos os planos de saúde não negociam com médicos, hospitais e clínicas os valores por consultas e procedimentos e transformam essa relação em uma batalha sem fim?

– Há quanto tempo os médicos, clínicas e hospitais se descredenciam de planos de saúde por não pactuarem os contratos que só prezam o lucro dos planos de saúde?

– Por quanto tempo a glosa será usada como escudo das operadoras para não pagar ou atrasar o pagamento de consultas, procedimentos, medicamentos, diárias, materiais e etc?

– Quando os planos de saúde vão começar a negociar com seus credenciados reajustes de acordo com o que faturam em cima dos usuários e do trabalho dos médicos? – De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), a média de reajuste aos planos de saúde dos últimos três anos foi superior a 13,5% ao ano, sendo que a inflação oficial teve média de 7% para o mesmo período.

Se os planos conseguem reajustar seus valores muito acima dos índices econômicos, retraem o acesso do usuário a médicos e procedimentos, não promovem reajustes no mesmo patamar em suas tabelas, o problema certamente não é roubo por parte de médicos, hospitais e clínicas, mas sim, falta de competência administrativa para gerenciar esses valores.

Cabe ressaltar que, se as operadoras identificam problemas nessa relação, deveriam ser mais eficientes no apontamento de erros, evitando dessa maneira, macular a imagem de uma categoria profissional e de instituições de saúde com afirmativa tão leviana.

Jogar a culpa por sua incompetência nas costas de quem trabalha e paga para usar os planos é tarefa fácil. Missão difícil, e que imobiliza gestores, é colocar em prática uma tabela de serviços decente, remuneração adequada e uma rede credenciada de qualidade”.

FMB

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