|
Médicos neonatologistas e a Santa Casa de Misericórdia 'fumaram o cachimbo da paz' em uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 6, com o secretário de saúde do Estado, Hélio Franco. O diretor administrativo do Sindmepa, João Gouveia, afastou a possibilidade de greve da categoria em função da superlotação da Santa Casa e da falta de profissionais nos plantões, especialmente nos finais de semana e feriados.
Na reunião ficou decidido que haverá uma gerência única para neonatologia e obstetrícia; os médicos residentes 2 vão voltar a integrar os plantões, sempre acompanhados de um médico do staff da Santa Casa; também foi acertado a criação de uma Câmara Técnica de neonatologia e o retorno do Conselho Gestor da Santa Casa, que inclui a participação de médicos.
João Gouveia disse que há uma carência de cerca de 60 neonatologistas no Estado e que o problema da Santa Casa se agrava mais pela falta de descentralização do atendimento. As gestantes deveriam passar por um pré-natal melhor para reduzir os problemas do parto e o município de Belém precisaria instalar um hospital materno-infantil para desafogar o atendimento na Santa Casa. O secretário informou que o governo do Estado fará uma chamada nacional para neonatologistas.
Além dos problemas da Santa Casa, os médicos do Sindmepa discutiram ainda com o secretário de saúde outros pontos de pauta. A gerência do hospital Jean Bittar, que atualmente esta funcionando como anexo do Ofir Loiola e da Santa Casa, foi um dos temas. O secretário disse que o governo do Estado está discutindo uma administração própria para o hospital, junto com a Secretaria de Proteção Social. Ele anunciou ainda que em outubro o governo deverá inaugurar o anexo do Ofir Loiola e a nova Santa Casa. Sobre o Plano de Carreira dos médicos, será recomposta a comissão para discutir o assunto.
|
|
|
|
|