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Nosso apoio aos pacientes renais e nefrologistas contra portaria 1.675 do MS!

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)/Regional Pará publicou nota de repúdio contra a Portaria do Ministério da Saúde que alterou os critérios para a organização, funcionamento e financiamento do cuidado com a pessoa com doença renal crônica. Para a SBN-Pa, em vez de melhorar, vai piorar a qualidade do atendimento a esses pacientes no SUS. O Sindmepa compartilha da opinião da SBN, manifesta seu apoio integral aos pacientes renais e nefrologistas paraenses contra a arbitrariedade permitida por esta portaria. Segue a nota da SBN-Pa, na íntegra:

“A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)/Regional Pará repudia veementemente a Portaria Nº 1.675, de 7 de junho de 2018, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os critérios para a organização, funcionamento e financiamento do cuidado da pessoa com Doença Renal Crônica – DRC no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, publicada no dia 08/06/18, no Diário Oficial da União.

Esta, ao invés de ter sido modificada para melhorar a qualidade de atendimento e primar pela segurança do paciente, veio possibilitar ainda mais a precarização dos serviços, permitindo agora que até 50 pacientes em um mesmo turno de diálise estejam sob a responsabilidade de um só médico nefrologista e só um enfermeiro. Além disso, também aumentou o número de pacientes por técnico de enfermagem de quatro para seis. O que representa uma aviltante desvalorização do trabalho dos profissionais de saúde dos serviços de diálise no Brasil, possibilitando que haja economia arriscando a vida dos pacientes.

Por tratar-se de um serviço de alta complexidade e que exige vigilância constante e minuciosa, a sobrecarga de trabalho desses profissionais irá, fatalmente, piorar a qualidade da assistência aos pacientes e aumentar o número de complicações e mortes.

Urge amplo debate entre todas as partes envolvidas, devidamente representadas para tratar do assunto em questão, incluindo representantes das maiores vítimas que são os pacientes e trabalhadores do setor.

Nossa sociedade não aceita que o preço da crise econômica no setor saúde, em grande parte exacerbada pela política de austeridade implantada no país, visando atender interesses mercadológicos e não o bem-estar da população, seja pago com a saúde do usuário e do trabalhador.

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