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Não houve abandono de plantão no Guamá

O Sindicato dos Médicos do Pará contesta a afirmação publicada em um jornal local de que houve abandono de plantão na ação de médicos realizada ontem, quarta-feira (23), no HPSM do Guamá, hospital Humberto Maradei. Os médicos foram comunicados pelo diretor técnico por volta das 10h de que haveria redução do número de plantonistas, de quatro para três, já no dia de ontem. A própria direção informou que os que não concordassem com essa medida ficassem à vontade para entregar os plantões até às 14h para que se pudesse promover substituições, o que foi feito por cerca de 30 médicos que tiravam plantões no hospital municipal sem qualquer vínculo empregatício ou mesmo um contrato de trabalho com a Prefeitura de Belém.

Cena comum no HPSM do Guamá. Pouco médico e hospital lotado

Cena comum no HPSM do Guamá. Pouco médico e hospital lotado

“Nós só temos a lamentar a decisão unilateral, arbitrária e irresponsável da Sesma em reduzir o número de plantonistas daquele hospital sem prévia conversa com o sindicato e os médicos que atuavam naquele estabelecimento. Faltou diálogo”, afirma o diretor administrativo do Sindmepa, João Gouveia, ao tomar conhecimento do problema.

“Não tem como atender a demanda do hospital com três plantonistas. É uma demanda grande e de alta complexidade, que já é difícil de atender com quatro plantonistas, imagine com três”, explica o diretor.

De acordo com o diretor do Sindmepa, outro agravante da situação é que os médicos ainda não receberam os plantões referentes a 15 de setembro a 15 de outubro que deveriam ter sido pagos até no máximo 15 de novembro e a Sesma não deu qualquer informação sobre quando serão pagos.

Para se respaldar de possíveis problemas futuros, os plantonistas registraram um boletim de ocorrência na delegacia do bairro do Guamá explicando os fatos e o procedimentos que tomaram. “Comunicamos à direção e entregamos um documento no mesmo dia, conforme orientação do diretor clínico”, afirmou um dos plantonistas que registrou o BO. “Com quatro médicos já estava difícil, pois a gente atende a demanda local, as ambulâncias e os casos do interior, além das intercorrências de todos os pacientes internados e os que estão no corredor. Não tem como prestarmos um serviço de qualidade com menos um plantonista”, explicou.

Os médicos também reclamam do corte do quarto cirurgião do corpo clínico do hospital, que aconteceu há dois meses. “Nas cirurgias mais complicadas às vezes ficam dois ou até três cirurgiões no bloco cirúrgico, restando um só para o setor de baixo. É difícil”, desabafou. Por conta disso, hoje os médicos cirurgiões também começaram a entregar a sua escala

O Sindmepa lamenta que a população esteja submetida a esta situação e vai encaminhar denúncia ao CRM e ao Ministério Público Estadual para apurar o problema e tomar providências.

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