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Médicos das Upas de Ananindeua farão Assembleia Geral amanhã

Médicos das Upas do Icuí e Cidade Nova vão reunir amanhã em Assembleia Geral para sacramentar a decisão de não mais integrar as escalas de plantão das Upas do município, a partir do mês de fevereiro. Hoje, o procurador do município de Ananindeua, Sebastião Godinho e o secretário municipal de Saúde, Paulo Campos, disseram em reunião que será mantida a portaria que reduz o número de médico nos plantões das duas Unidades de Pronto Atendimento. A decisão estaria respaldada na portaria do Ministério da Saúde que readequa a qualificação das Upas.

A decisão da prefeitura de Ananindeua atinge em cheio cerca de 80 médicos que prestam serviços ao município. Já com a demanda acima do limite previsto por Lei, a Secretaria de Saúde decidiu reduzir o quadro com a justificativa de adequação à portaria do Ministério da Saúde. A gestão aponta uma demanda de em média 250 pacientes/dia, mas a estatística da Unidade aponta para uma demanda muito mais alta que chega a 470/dia na UPA da Cidade Nova.

Além dos problemas de falta de medicamentos, equipamentos e demanda excessiva, os médicos se queixam da insegurança nas unidades do município. De dezembro até hoje, já foram registrados três casos de médicos vítimas de violência em unidades de saúde em Ananindeua. Durante a reunião de ontem, que trataria prioritariamente dos problemas de segurança, apenas o representante da Guarda Municipal compareceu, dando algumas sugestões para melhorar a segurança nas Upas. Rondas 24h e monitoramento de vídeo são algumas das sugestões encaminhadas. Os representantes da Polícia Militar e da empresa privada que presta serviços à Prefeitura de Ananindeua não compareceram à reunião.

O procurador do município de Ananindeua Sebastião Godinho informou que na última sexta-feira, a secretaria reuniu-se com o Conselho Municipal de Saúde que aprovou por unanimidade a redução do número de médicos. Também reuniram com o Ministério Público que ficou de analisar a questão e até convocar uma audiência pública sobre o assunto, que afeta a maior parte da população de Ananindeua.

O Sindmepa, representado pelo assessor jurídico Eduardo Sizo, reafirmou que a redução das escalas não será aceita; que o período chuvoso agrava ainda mais a situação em função de doenças como Zika Vírus e Chikungunya e que irá recomendar à categoria que não tire plantões em Ananindeua com as condições oferecidas. O Sindmepa já enviou ofício informando a Prefeitura, CRM e o Ministério Público sobre a situação. A Assembleia dos médicos está marcada para ás 19h, no Sindmepa.

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