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Judicialização e corrupção estão na raiz dos problemas de financiamento do SUS

Os problemas que envolvem o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) não se limitam somente à insuficiência de recursos. Estão na raiz do entrave outros fatores tão importantes quanto a carência financeira: a falta de prioridade à aplicação de recursos na atenção básica, a judicialização de procedimentos sem comprovação científica e, ainda mais grave, os altos índices de corrupção. A síntese, que reflete a opinião do Sindmepa sobre o assunto, foi feita pelo diretor João Gouveia em seminário promovido pelo Conselho Estadual de Saúde ontem, na sede do CES.
Membros do Conselho Estadual de Saúde (CES) participaram do seminário Financiamento do SUS, Lei 141/2012 e outros instrumentos de gestão e planejamento com objetivo de debater o assunto e apontar caminhos que melhorem a prestação de serviço ao usuário do SUS.
O Seminário foi organizado pela Comissão Temporária de Financiamento em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde e contou com a participação de vários conselheiros do CES.
Em sua análise, João Gouveia disse que a insuficiência de recursos não é o único entrave ao financiamento do SUS. A corrupção é um canal por onde escorre boa parte das verbas destinadas à saúde. A judicialização da saúde, com a obrigatoriedade do estado em bancar procedimentos caros e que ainda não tem sequer comprovação científica, é outro fator crucial. Aliado a isso, a falta de prioridade em se aplicar os recursos na atenção básica, onde se poderia resolver 80% dos problemas de saúde da população, transforma o setor em um barril de pólvora onde os usuários e profissionais da saúde sempre levam a pior.

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