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FENAM, A OUTRA FACE!

O presidente da Federação Nacional dos Médicos fez publicar, no site da entidade, matéria em que acusa a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Médicos do Pará de fraude na cobrança da Contribuição Sindical, informando, ainda, que irá processar o Sindmepa. O presidente da FENAM toma esta atitude provavelmente pela queda da arrecadação da entidade, e da oposição que mais de 19 sindicatos têm feito à sua forma de gestão.

Dentre as medidas administrativas contestadas estão:Pela inércia, contribuiu para esvaziar e mutilar junto ao Congresso Nacional a lei do ato médico;

  • Pela falta de articulação com a oposição ao governo federal e o rompimento desastroso das vias de conversação, facilitando o governo Dilma aprovar no Congresso o Programa Mais Médicos;
  • Pelo silêncio e a falta de oposição formal à abertura de mais escolas médicas que quase duplicaram o número de vagas em cursos de medicina;
  • Pela falta de mobilização e oposição contra as alterações nas regras da Residência Médica, retirando o poder deliberativo da Comissão Nacional de Residência Médica;
  • Pela saída da FENAM do Conselho Nacional de Saúde, órgão máximo de deliberação da saúde no Brasil; tal atitude calou a voz dos médicos brasileiros naquele colegiado;
  • Pela falta de estratégia de luta em favor dos médicos federais que perderam sua gratificação e tiveram seus salários congelados.
  • Pela falta de justificativa para os gastos realizados com a excessiva emissão de passagens aéreas e diárias de viagens;
  • Pela falta de justificativa e de observância às normas legais quanto ao aumento da remuneração do presidente que, agora, chega, mensalmente a R$ 30.000,00;


Não bastassem as derrotas acima, no Congresso da entidade, realizado no Rio de Janeiro com um custo de mais de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), o presidente, Sr. Geraldo Ferreira Filho, além de se apresentar cercado de seguranças entre os convidados médicos, decretou, ao arrepio do estatuto da FENAM, a ampliação de seu mandato em mais um ano, sem que nenhuma votação fosse efetivada e sem que os delegados presentes tivessem suas credenciais validadas.


Assim, o desrespeito ao estatuto da entidade, com a prorrogação do mandato sem a observância das normas estabelecidas, bem como as derrotas acima já citadas, mobilizaram mais de 19 sindicatos médicos, três regionais da FENAM e mais de cem médicos que criaram um grupo de oposição, chamado “Resistência Democrática”. A “Resistência Democrática” em reunião extraordinária, aprovou por unanimidade a sua Carta de Princípios, que segue em anexo; ademais, além do documento conjunto, algumas entidades, como o Sindmepa, aprovaram e resolveram, proteger os recursos dos médicos, retendo o repasse de alguns valores de forma legal, face encontrarem-se aprovisionados.

Os médicos do Pará não vão financiar ações como as descritas acima. A Diretoria Colegiada do Sindmepa e sua assessoria jurídica aguardam, serenamente, a ação que será interposta e, ao judiciário irá prestar todos os esclarecimentos necessários.

                                                                                                                              Diretoria Colegiada

 

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