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Enem apoia prevenção de violências em unidades de saúde

Representantes dos médicos de todo o Brasil foram unânimes ao decidirem que as entidades de medicina devem apoiar as iniciativas legais e efetivas com foco na prevenção e combate aos casos de violência e de assédio praticado contra médicos em ambiente de trabalho. A votação aconteceu durante o Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), em Brasília, quando médicos debateram e votaram em propostas de políticas públicas de saúde para o País. Entre as diversas propostas colocadas em votação esta foi a única que teve 100% de aprovação.

Segundo uma pesquisa realizada no início de 2017 pelos conselhos regionais de Medicina e de Enfermagem de São Paulo, CREMESP e COREN-SP, dos 5.658 médicos e profissionais de enfermagem entrevistados, 60% afirmaram ter sofrido algum tipo de violência por pacientes ou familiares mais de uma vez e, em torno de 20%, pelo menos uma vez. Entre os tipos de violência, 14,2% foram caracterizadas como agressões físicas, 49,2% verbais e 36,6% psicológicas.

O ambiente mais frequente para que a violência aconteça é durante os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), representando 57,7% dos casos. Porém, não exclui outras esferas do atendimento, como instituições privadas.

Postura do profissional de saúde

Se agredido, o profissional tem direito a interromper o atendimento e deve comunicar a chefia imediata e a Comissão de Ética da instituição. De acordo com o Código de Ética Médica, em seu inciso VII, “o médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente”.

A situação da violência vivida pelos profissionais de saúde em seu local de trabalho se agrava porque a grande maioria não denuncia o fato, ou por não acreditar que a denúncia seja levada adiante pelas autoridades ou porque não há políticas de proteção às vítimas.

Com informações: Conexão

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