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Em Capanema, médicos convivem com dura realidade

Atrasos nos pagamentos dos plantões médicos, falta de estrutura na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e inexistência de contratos de trabalho levaram os médicos de Capanema a denunciar ao Sindmepa as difíceis condições de trabalho em que estão atuando no município. O diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, esteve em visita técnica ao município confirmando as denúncias e reunindo com representantes da Prefeitura para tratar dos problemas apontados. A secretária de saúde do município, Jaqueline Miranda Rocha, garantiu que os plantões atrasados seriam pagos até hoje.

A justificativa para o atraso nos pagamentos, segundo a secretária, é de que Capanema passou por mudanças recentes na sua estrutura administrativa, o que provocou os atrasos. Mas ela garantiu que até esta segunda-feira os médicos estariam com os pagamentos regularizados. Os plantonistas estão há dois meses sem receber. Em reunião realizada com o diretor do Sindmepa, ficou decidido que iriam aguardar pelo pagamento dos atrasados até o dia 14, caso a promessa não seja cumprida, passarão a atender apenas urgências vermelhas e amarelas e os casos mais simples serão encaminhados para a rede básica.

Os médicos do município também denunciaram o não funcionamento do Raio X da UPA, o que foi atribuído pela secretária a problemas junto à Celpa. Segundo a secretária, o transformador da área não aguenta a potência do aparelho. Há mais de um ano a prefeitura vem solicitando junto à Celpa a substituição por um transformador mais potente, sem obter resultado. A Secretária afirmou que todas as exigências já foram cumpridas e a empresa não efetua a troca.

Quanto à falta de contratos dos plantonistas, a secretária disse considerar desnecessário o instrumento, mas após ponderações prometeu discutir o assunto com a gestão.

A UPA de Capanema foi inaugurada em fevereiro de 2012, sendo a primeira unidade deste tipo no Pará, cobrindo 18 municípios da região. Começou com um bom padrão, mas com o tempo começou a apresentar problemas. No momento sofre a falta de medicamentos e o não funcionamento do Raio X.

Nenhum dos médicos plantonistas tem contrato de trabalho assinado, atuando com contratos informais, sem direitos trabalhistas, tais como férias e 13º, entre outros. Também não podem adoecer.

Jaqueline Rocha se comprometeu em resolver o problema fazendo gestões junto à prefeitura. Segundo ela, há a perspectiva de transformação do Serviço de Pronto Atendimento Municipal (PAM) em um hospital de pequeno porte com 30 leitos para atendimento de pacientes de clínica médica e pediatria, que ficaram desassistidos com a desativação dos leitos do Hospital São Joaquim.

 

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