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Defesa profissional é tema de palestra em Congresso Médico

Temas espinhosos como homicídio culposo, imperícia médica, imprudência, omissão de socorro e lesão corporal culposa foram alguns dos assuntos abordados pelo advogado Eduardo Sizo, assessor jurídico do Sindicato dos Médicos do Pará, em palestra sobre Defesa Profissional, proferida durante o segundo dia do XIX Congresso Médico Amazônico, que acontece até hoje, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

Acadêmicos de medicina, médicos, residentes e profissionais de outras áreas acompanharam atentamente a palestra do advogado que deu alertas sobre como se portar para evitar ações e processos ligados à atividade laboral, pondo em risco a sua segurança profissional.

Lesão corporal culposa é aquela que o profissional comete não intencionalmente, mas às vezes por falta de medidas simples no ambiente cirúrgico. “Às vezes é um bisturi elétrico deixado sem o devido cuidado que queima a pele do paciente e lá vai processo”, alertou o advogado para uma plateia formada, na sua grande maioria, por jovens profissionais.

Perícias médicas e abortos autorizados pela justiça também foram temas pautados por Eduardo Sizo. No Pará, só três municípios têm cobertura do IML para perícias de vítimas de homicídio. Nos demais, os médicos locais são chamados a assinar laudos e perícias. “O médico que não é perito não é obrigado a fazer perícia médica. Você faz uma ‘constatação de situação’ e indica no atestado a necessidade de perícia técnica“, recomendou. Com relação a abortos, existe na Santa Casa um serviço que é especializado nisto, informou.

Para finalizar, Sizo aconselhou os jovens médicos a um atendimento humanizado e uma boa acolhida ao paciente. “A escuta atenciosa da queixa e uma boa acolhida reduzem em até 70% as demandas por ações e processos contra médicos”, disse.

Para Andrey Branches, médica residente, é importante a gente ter esse conhecimento sobre o que é considerado infração. Muitas vezes, o médico fica alheio até às próprias ações que podem prejudicá-lo”, disse. O acadêmico Rafael Azevedo também gostou da palestra e destacou que ela “auxilia tanto médicos quanto graduandos em medicina e residentes a buscar proteção jurídica para sua profissão”.

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