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Confemel elege paraense para presidir Conselho Fiscal

O paraense Waldir Cardoso, médico cardiologista, diretor do Sindicato dos Médicos do Pará e presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), foi eleito na semana passada presidente do Conselho Fiscal da Confederação Médica Latino-Iberoamericana e do Caribe (Confemel). Com sede no Uruguai e representando 18 países latino americanos, além de Espanha e Portugal, a Confemel é a maior organização de médicos do continente, defendendo o ponto de vista dos médicos dessas regiões a respeito dos grandes problemas médico-sociais que afetam a medicina em suas várias áreas.

Na última reunião da organização, realizada em Santa Cruz de La Sierra, em 1º de novembro, foi eleita a nova diretoria da entidade para um período de dois anos. Aníbal Cruz Senzano, da Bolívia, foi eleito presidente da entidade. Waldir Cardoso, foi eleito para a presidência do Conselho Fiscal e Karin Rojas, foi eleito vice-presidente.

Pertencer ao corpo diretor da Confemel é de extrema importância para médicos brasileiros e um feito único para um médico paraense. É da Confemel que partem decisões importantes que vão nortear o comportamento de 25% dos médicos do planeta e, consequentemente, influir na saúde de milhões de pessoas. Entidade com múltiplos pontos de vista, a Confemel trava debates sobre temas candentes e nem sempre chega a um consenso. Assuntos como aborto, eutanásia, distanásia, entre outros, passam pelas assembleias da Confemel.

Só se emite um posicionamento quando a questão é unânime, o que nem sempre acontece, explica Waldir Cardoso. Entre as unanimidades, estão a defesa intransigente de sistemas universais de saúde de qualidade; a quebra de patentes, para reduzir preços e se contrapor ao cartel internacional dos medicamentos; e as migrações de médicos, que prejudicam fortemente países que investem na formação e acabam perdendo com a “fuga de cérebros” para países mais desenvolvidos. “É preciso se estabelecer estratégias para manter no país estudantes formados com recursos públicos. Quanto a Venezuela já perdeu de profissionais? Questiona. “Há uma discussão sobre como fixar esses médicos para não haver prejuízos às populações que, em última análise, investem nesses profissionais”, defende.

Mas apesar de toda a representatividade na América Latina, Caribe e países ibéricos, a Confederação ainda se ressente da pouca participação nos debates promovidos pela Associação Médica Mundial (WMA). “Somos um número considerável dos médicos do mundo, mas ainda não temos a devida influência nos debates da WMA”, aponta Waldir. Para contribuir com a maior participação da Confemel nos debates, Cardoso defende uma organização maior nas agendas e mais austeridade nas finanças. É preciso melhorar os sistemas de prestação de contas, com demonstrativos de receita e despesa, o que resulta em mais transparência em nossa entidade”, afirma.

“Em resumo: nosso objetivo é trabalhar pelo fortalecimento da Confemel com representação política de médicos desse continente e mais a ibero-américa nas entidades de representação mundial. Isso nos torna mais fortes e se reflete em saúde de qualidade ao cidadão”, conclui.

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